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Canyoning

O Canyoning é um esporte fundamentalmente aquático que reúne técnicas de Alpinismo, Espeleologia, Canoagem e Rafting, além de técnicas desenvolvidas para o próprio canionismo, com o intuito de percorrer rios acidentados que correm dentro de gargantas rochosas, muitas vezes com dezenas de metros de profundidade. O Canionismo veio para ajudar na necessidade de explorar esses acidentes geográficos tão comuns pelo mundo afora - os cânions (desfiladeiros).

Em alguns cânions os rios são caudalosos o suficiente para serem percorridos por embarcações, como os caiaques ou os botes de rafting (Grand Canyon, por exemplo), porém quando esses cânions passam à ter volumes menores de água e principalmente desníveis muito acentuados (cachoeiras) a solução é percorrê-los a “pé”, ou a nado, como acontece muitas vezes. Durante a descida de um cânion podem surgir uma série de obstáculos que são transpostos com técnicas diversas, que geralmente incluem trabalhos com cordas para a descida de cachoeiras, natação em correnteza, deslize em tobogãs naturais e saltos de até 10 metros de altura em piscinas e poços.

Uma descida em um cânion pode levar horas ou até dias dependendo da sua extensão e de sua dificuldade. Geralmente começa onde o rio entra no cânion e termina nos locais onde é possível sair do leito do rio com mais facilidade, as chamadas “vias de escape”. O percurso é sempre descendo o rio, não sendo necessário nadar contra a correnteza ou subir cachoeiras, salvo em casos de emergência. O canionista deve estar sempre devidamente equipado com roupa de neoprene, capacete e equipamentos técnicos semelhantes aos dos alpinistas e dos espeleólogos (exploradores de cavernas), além claro de conhecer as técnicas necessárias para transpor todos os obstáculos da forma mais segura possível.

O maior perigo do Canyoning é sem dúvida o afogamento, e por isso é essencial ao praticante saber nadar e ter afinidade com a água. Enfim, um esporte de aventura fascinante, praticado em locais de rara beleza que desafiam a capacidade física e técnica de seus praticantes.

PROCEDIMENTOS TÉCNICOS MAIS COMUNS

As técnicas de progressão foram desenvolvidas à partir da necessidade de se transpor os obstáculos impostos por um cânion da forma mais rápida e segura possível. Em virtude da heterogeneidade desses obstáculos tais técnicas e procedimentos foram sendo adaptados dos esportes similares e praticados à mais tempo como a espeleologia, o montanhismo/escalada e os esportes de águas brancas (rafting e canoagem).

É importante deixar claro que atualmente o canyoning já possui suas técnicas próprias, sendo temeroso à prática desse esporte sem o devido treinamento específico.


Técnicas mais comuns

Natação – sem dúvida a necessidade mais básica para um canionista. Saber nadar bem é primordial para a prática segura do canionismo. Normalmente se utilizam recursos flutuantes como a própria mochila ou um colete salva-vidas.

Saltos – utilizados para transpor pequenos desníveis verticais (máximo 10 metros), quando houver XXXX poços com profundidade suficiente para um salto seguro. O salto deve ser feito sempre em pé e sem mochila para evitar pancadas na nuca com a própria mochila.

Leitura de rios – é importante para um canionista conhecer as feições mais comuns de um rio com corredeiras para escolher o melhor caminho a ser seguido.

Caminhada aquática - Caminhada XXXXXX pelo leito do rio, normalmente em sentido da corrente e onde haja pouca profundidade. Evita-se subir e saltar pelas pedras a fim de diminuir os riscos de acidentes.

Tobogãs – descida de planos inclinados através do deslizamento do próprio corpo na posição, deitado com os pés para frente e com a cabeça ligeiramente erguida. Geralmente é finalizado em um poço com profundidade suficiente para a segurança.

Rapel normal – usado para transpor desníveis verticais ou planos inclinados sem ou com pouco volume d’água. Trata-se de uma descida pela corda, controlada pelo canionista através de um aparelho chamado “descensor” (geralmente, o freio OITO). O rapel é feito com corda dupla para depois ser recuperada. Ao contrário do que muita gente pensa, o rapel verdadeiro é aquele em que há a recuperação da corda, diferente das descidas feitas em cordas fixas, como na espeleologia.

Rapel debreável (melhor tradução para “rapel débrayable” em francês) – trata-se de um rapel regulável que permite a descida de alguém que fique preso na corda em baixo de uma forte coluna d’água. Técnica obrigatória em cachoeiras com grande volume d'água. Fundamental em cursos e em operações turísticas.

Rapel guiado – permite desviar a trajetória do rapel. Usado para evitar fortes colunas d’água e poços turbulentos em descidas de cachoeiras.

Descida de “baldinho” (molinete) – para descer pessoas inexperientes incapazes de fazer o rapel. Nada mais é do que uma descida com a corda onde o controle fica por conta de uma pessoa em cima do desnível e não com quem está descendo.

Tirolesa recuperável – serve para travessias aéreas entre dois pontos seguros. Geralmente usada para a travessia do rio em trechos de forte correnteza.

Subida pela corda – apenas para casos de emergência, já que neste esporte apenas se descem os desníveis. É bom lembrar que quando se está usando corda dupla não é possível se subir com aparelhos blocantes para cordas simples, sendo mais comum a subida com “técnicas de fortuna” (improviso).

Desvios, fracionamentos e corrimãos – técnicas de apoio fundamentais para aumentar a segurança, tanto na aproximação de desníveis (corrimãos) como para o rapel (desvios e fracionamentos).

Nós diversos – os mais comuns são: azelha, oito, nove, UIAA, UIAA c/ nó de mula, volta do fiel, nó de fita, pescador duplo, remy, machard , prusik, valdotain

Técnicas de auto-resgate – são todas as técnicas para eventuais salvamentos de canionistas em dificuldades (técnicas avançadas). Fundamental para qualquer instrutor e guia/condutor de canionismo.

Obs: As técnicas acima são apenas as mais usuais no canyoning, não sendo a TOTALIDADE das técnicas existentes no esporte.

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